Com Elvis em Guadalajara

Nem me venha miss Friaca, Ingmar Bergman está morto e não caio mais no conto sartreano, há tempos assassinei aquele anão perverso, o marido de dona Simone e mudei de mala-e-cuia, mystery train, pra Guadalajara, adonde Elvis já me esperava naquele bar imundo que fedia a mijo, limão e coragem, nem me venha Jean-Paul, você não me pega mais com a sua velha cartilha sem-saída, estoy careca mas meus longos cabelos renascem no vento do deserto road-movie, nem venha me fazer usar gola rulê e acreditar no frio d´alma, adiós, cá em Guadalaraja os homens não têm tempo para frescuras do naipe, faz sol, e Lourdes y Felipe me ensinam os segredos do tequila e do agave.

Xico Sá

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